Pequenas bobagens sobre alguns líderes do Primeiro Mundo
Trump foi ao Reino Unido e teve que se retratar por uma entrevista dada ele se comportou mal, como sempre faz, e acabou ofendendo a primeira ministra Theresa May, a poderosa dama. A paisagem mundial está mudando, o tempo das amenidades está sendo substituído por um de declarações fortes e falta de diplomacia, talvez porque o diálogo dos anos anteriores criou crises e dificuldades principalmente na economia.
Será que os países e seus líderes estão sabendo lidar com o mundo virtual e suas formas de gerar renda, poder e influência nas pessoas? Tereza May tem o típico biotipo Inglês, Trump, Merkel e Putin são muito parecidos entre si, diria eu que em comum devem ter ancestrais germânicos, Macron é um típico jovem francês, um latino, Shinzō Abe e Xi Jinping são também biologicamente tipicamente um japonês outro chineses. Estes são os queridinhos da mídia, os que mais aparecem nos noticiários, depois tem aquele rolo toda do oriente médio com seus poderosos líderes, todos biológica e culturalmente identificados com seus extratos sociais e suas guerras fratricidas intermináveis. Então o Primeiro Mundo está sendo liderado por seus perfeitos exemplares, não pense que este é um texto racista, não, é um texto louco mesmo, pois as vezes é preciso 'sair da casinha' para perceber algumas coisas, as pessoas estão deixando acender ao poder seus iguais, o que eles tem em comum: são poderosos, emanam poder, tanto que um homem indisciplinado como Trump teve que se retratar e pedir desculpas. Foi recebido com a pompa e a cerimônia que um Chefe de estado merece e teve que se comportar como um, isso é uma grande novidade e um aprendizado para ele, talvez esse jantar ritualístico coloque um pouco as coisas no rumo certo novamente, o caminho da diplomacia.
Um pouco diferente mas tão importante quanto foi o Brasil receber oficialmente e com todo o rigor de protocolo o vive presidente Norte Americano Mike Pence, os países estão voltando a se comportar como Nações e mesmo que haja o mundo virtual e sem fronteiras, no mundo geopolítico elas estão sendo reafirmadas, isso é bom. As pessoas, o mundo é feito de pessoas, de indivíduos, elas carregam biológica e culturalmente algumas características específicas na forma como pensam,agem, tomam decisões, se comportam. Dentro de um mesmo grupo étnico há indivíduos com habilidades diferentes, porque o mundo precisa para funcionar bem destas competências, somos como um organismo cada um sabe fazer uma determinada tarefa e encontrar no que você é bom faz parte da jornada da vida o famoso: conhece-te a ti mesmo.
Eu olho para estes personagens todos como quem vai ao teatro, estou assistindo a vida acontecendo e sendo parte da narrativa dela ao mesmo tempo.
No meu país vejo uma segmentação porque somos um povo profundamente miscigenado, somos o Brasil, os brasileiros, mas cada um guarda e mantém um orgulho e um sentimento de pertencimento ancestral muito forte. Brasileiros eurodescendentes, brasileiros afrodescendentes, brasileiros oriental descentes e assim por diante. Não sabemos exatamente quem somos, que líderes melhor nos representam e principalmente não nos ocupamos da política deste país no qual nascemos, vivemos, evoluímos, mas não nos sentimos parte do país. Alguns de nós é claro, eu me sinto brasileira, sei que tenho todos os sangues e todas as memórias, as formas de ver, perceber e reagir, que variam conforme a situação.
Aqui tem uma expressão muito forte "Eles que são brancos que se entendam" e isso está acontecendo, os "brancos" estão se entendendo e vão frear o exibicionismo de Trump, que é contestado até em seu país ou por parte de sua população. Ao Brasil resta resgatar o orgulho de ser brasileiro, o amor a terra, sem se tornar populista, nacionalista, o respeito as diferenças sem necessariamente o isolamento das comunidades, a percepção de que todos aqui somos brasileiros e cada um pode trazer o que aprendeu com seus ancestrais para contribuir na vida cotidiana do país. Se a política ficou assim tão deturpada foi porque permitimos, inclusive com uma narrativa histórica que despreza os líderes, ridiculariza o povo, cria divisões artificiais baseadas no ódio. Eu escrevo coisas que ninguém quer ler, logo a forma de atacar a escrita é atacando a escritora, não tem problema que sei bem identificar e responder aos ataques e uso a velha tática de 'se fingir de morto', muito útil na sobrevivência. Por isso reativei esse blog e vou escreve aqui, de dentro do armário, não vou postar no face para aliviar o leitor que se sente incomodado com o que escrevo. Não sei se aqui será público ou não, mas assino todos os textos, no outro blog mesmo a escrita fica escondida, assim eu posso andar pela cidade sem o olhar observador e de ódio de quem não gosta do que escrevo, logo não gosta de mim. Os robozinhos amigos já me acharam e é para vocês que estão remodelando o mundo que escrevo.
Fernanda Blaya Figueiró
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