segunda-feira, 30 de julho de 2018

Minha poética.

Minha poética.

Minha poética mudou, não tenho mais engenho para poemas e menos ainda para contos, não sei o que passou, se fui em quem mudou ou se foi o mundo. Poesia é arte da sensibilidade, as palavras hoje tem menos força poética do que as imagens ou ainda as imagens em movimento, isso não significa qeu o dom e a beleza da palavra tenham desaparecido, eles apenas mudaram. A literatura nunca vai morrer, mas ela também muda, hoje tudo é muito rápido e nessa rapidez as vezes parar e ler fica difícil, ou seja essencial para estar consigo mesmo. Há muito pouco silêncio no mundo. Ler é silencioso então sempre terá as pessoas que gostam dessa antiga arte, dessa forma de estar e ser no mundo. Hoje não me penso uma escritora ou poetisa, mas sim uma blogueira, fazer que já está superado, mas que ainda mantenho... Tem dias que sinto mais vontade de escrever do que em outros, agora criar personagens algo que sempre gostei não tenho mais habilidade, perdi, então atualmente minha poética é essa prosa sem nexo. Gosto mais de escrever do que de ser lida, talvez isso não faça o menor sentido, ainda bem que esse fazer livre  não necessita de sentido ou de explicação.

Fernanda Blaya Figueiró

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