sábado, 28 de julho de 2018

A Guaipeca Anarquista.


Oi, eu tentei ignorar a política, mas não deu, é muito divertido acompanhar esse circo até reinventei um blog que antes chamava de "Limitado a mim", depois  tentei "Sem tempo para chatice" e ficou muito chique nomeado como "Imaginário das coisas cotidianas, www.lcoisascotidianas.blogspot.com ... 
Mas é só uma vontade de descolar um pouco da realidade... esse continho A Guaipeca Anarquista vou postar lá, se alguém se interessar.

Um continho para variar...
A Guaipeca Anarquista.
Aconteceu assim a Guaipeca Anarquista, ou Anarquista a Guaipeca, como o leitor preferir, era uma linda cadelinha sem raça definida, de olhos castanhos e pelo longo como fios de lã, vivia perdida pela ruas, até que um dia uma Senhora meio do tipo Anarquista a recolheu, alimentou e castrou, porém não podia ficar com ela. Conversa vai, conversa vem e ela foi parar numa longínqua vila de uma cidade grande, entre muros e muita gente. Um dia, ah, um dia, sempre há um dia nas histórias... O dia, pois para ela foi esse, um traficante das vizinhanças fugia da polícia e pulou em seu território: - Oh! Que horror! Em seguida um soldado veio em captura: Oh, que coisa! Guaipeca Anarquista fez o que fazem os cães: Atacou! Quem? Pois então, sendo ela na origem meio tipo Anarquista, e sendo estes contrários aos coturnos, ela mordeu e mordeu e morde, coturno e chinelo, chinelo e coturno... Foi uma mordição e uma confusão, criança gritando, mãe apavorada, traficante esfolado, soldado atordoado. Gente brotando nos muros as pencas como banana madura e onde foi a Guaipeca Anarquista parar? Então... Na prisão. Veja bem que é tudo verdade ou não sei bem se é mesmo, mas foi parar no Xilindró. Corre daqui, corre de lá e sob uma bela fiança, foi Guaipeca solta, mas ficou jurada, se mordesse novamente seria o fim. O Fim! Meu Deus do Céu, e agora? Então, ocorreu que sua fama se espalhou e naquele quintal ninguém mais entrou. Ali vivia a Guaipeca Anarquista, ou Anarquista a Guaipeca, esse quintal fica depois do arco íris, um paraíso dos cães, onde toda a chuva é de água doce e quentinha, os rios de leite e mel, os campos verdes e lindos, as coxilhas boas para brincar, não há cercas ou muros, não há ordem, nem desordem, tudo está resolvido o soldado joga ossos deliciosos para ela, o traficante, se redimiu e conta causos dos tempos antigos, no quintal há brincadeiras e soneca, muita criança brincando e sol com chuva, chuva com sol. Acorda, Guaipeca Anarquista!!! Anarquista Guaipeca!!! Ah, não, só mais um soninho, disse ela com preguiça, hoje não tem nem soldado, nem ladrão, nem casa, nem prisão... Não tem não, só mais um soninho... Essa é a vida lá longe...


Fernanda Blaya Figueiró

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